Magnólias

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Fundas vermelhidões de velhas chagas
em sangue, abertas, escorrendo em rios... ( Cruz e Souza) 


Edênico, dédalo, sidéreo

Flor negra dos meus dias invernais

Astênico equinócio em mistério

Debruçam-te os turíbulos e cristais


Gritos, tantálicos, doloridos

Metálicos na antífona atmosfera 

Que reluz de brio os gemidos

E no alto alabastros impera


Espinho lascivo e afiado

lapidado de demônios noturnos

Nativo dos limbos sagrados

Salgados prantos de infortúnios


Antífona sombria e sufocante

Cruzadas de trágicas sinfonias

Magnólia de sangue lacerante

Que molha claustros e abadias


Fé cega de guerras tardias

Que irradia as dores dos dias

 infernais 

Bordando o manto das hipocrisias

De flores e escárnios celestiais 








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