Fusos da noute

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Na bruma rútila da memória 

Ao ápice do bálsamo plenilúnio 

Gira o inesgotável fuso desta roda

Fiando a roca dos meus terrores noturnos 


Pérfida noute de açoites e turnos 

Que repousa moura e cintila marmórea

Tintila brocais de candentes infortúnios

Como um rabisco de sátira corpórea


Alaúde de ambrosias siderais

Berço insondável de fantasias celestiais

Lâmina ocre de doce acre


Que descama o lacre e ilumina o corte 

Desperto do lume égide da morte

Raios fulgentes douram meu catre




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