A Canção do Sol

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"E o rubro sol da tua boca ardente

Vai-me a pálida boca desfolhando" (Florbela Espanca)


Teu rosto, meu gosto em viver 

Brilho que reluz vitrais 

No caudaloso rio do teu ser

Antigas dores eu deixo para trás 


Atravessei vales, encruzilhadas, desertos

Pedi respostas aos ancestrais

Agora estamos tão perto

Por todo caminho brotam os teus sinais


Em teu peito tatuagem achei alento

Enleio de leitos colossais

Atmosfera que inunda feito incenso

Fluxo que mata a sede dos matagais


Te leio com profundo sentimento

No livro do tempo em que o destino foi traçado;

Entre fendas, a lança selou o momento

Que ao teu caminho fui lançado


Diáfano ouro dos meus sonhos manchados

Sol invicto que fenece as sombras desiguais

Apaga o contorno dos períodos tristonhos, machucados

Afaga o retorno dos dias vindouros, triunfais

                          

"Solis Ortus Invictus"



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