A Sombra

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Elevamos o nosso olhar, mas vemos nas mesmas estrelas coisas tão diferentes.

Eu gosto da sombra
Quando ela me assombra
Se ela soma
ou subtrai
Ela mais some do que fica
Quando olho
Ela insone
Eu tento voltar
a me contorcer
Só para ver
O seu lumiar decomposto
Em disparate ela sai
E me deixa solto
Eu sigo resignado e sem condições
Surdo, cego, roto
A mercê das emoções
do que fui um dia
Que já não mais sou
Queimando em agonia
Compensando as pulsações
Ao qual meu olhar não acompanha
A sombra esta íngreme moradia
Que por séculos me fez companhia
Por ter medo de me expor
Mas que aos poucos descama
Solto como o vento
Ao bater alquebrado em minha cama
Pois desacredito
Do lustroso tato maldito
infundado
Do teu malquerer mergulhado
em lama salobra
Que quebra
A vértebra exposta
Profundamente sombra
Aprendi
Hoje me tornei outro




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